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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ser Dona de Casa...


Nem sempre é um mundo rosa e lindo assim, mas também não é como a maioria das imagens retratam, mostrando mulheres surtando, a casa um caos e os filhos por conta...

Tem dias que é pesado sim, que estressa, que enlouquece, mas aí é só você se atirar na cama e dormir um pouco, acordando a hora que bem entender ou que a fome de alguém apertar...

Não gosto quando dizem pra mim que eu preciso fazer alguma coisa pra me ocupar, como se cuidar de uma casa e pátio enormes, animais e filhas, não fosse ocupação suficiente...

Eu respeito a escolha de quem não quer viver assim, mas eu adoro!
Sempre sonhei com isso, e não pretendo voltar a trabalhar tão cedo, pois cuidar da minha família me faz feliz e já me ocupa bastante...

Não me sinto melhor que ninguém por isso, mas tento dar o meu melhor para minhas filhas. Não posso, com esta escolha, dar à elas o que elas ou eu mesmo gostaria financeiramente, mas dou um pouco de mim e por ter sido criada assim, sei que já é o suficiente!

Deixo abaixo dois depoimentos de quem assim como eu optou por ficar em casa. Ambas trabalhavam enquanto já tinham seus filhos ao contrário de mim que parei de trabalhar desde a gestação!!!




9 comentários:

  1. Respeito sua escolha em ser dona de casa e devo confessar que até invejo um pouco. Gosto de trabalhar fora mas agora que tenho uma filha e estou em licença maternidade, não consigo nem imaginar como vai ser quando eu tiver que voltar a trabalhar, com quem que eu vou deixá-la e ter que ficar longe dela... Adoro a ideia de ficar em casa cuidando de tudo pra que os ambientes estejam sempre limpos e lindos pra sua família, poder curtir os filhos a cada momento, ajudá-los em tudo ao invés de "terceirizar" os cuidados ou só vê-lo na hora de dormir. Só trabalho fora porque é o jeito mesmo, pq hoje em dia é difícil uma família viver bem só com uma pessoa sustentando a casa, ainda mais aqui em Brasília que o custo de vida é súper alto.
    Gostei do seu blog! Fica aí o convite pra vc passar no meu pra conhecê-lo também.

    Beijos!
    http://baudabijou.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Silvia!
      Sobre o fato de ser dona de casa, foi uma escolha que fiz junto com marido. Se eu trabalhasse na minha área (professora) além de ser uma miséria, certamente gastaria muito com creche e bobagens para elas. Não vivo no luxo, mas vivo bem. Sou grata. Sinto falta sim da independência financeira, mas meu desabafo no blog é pq muitas, muitas pessoas adoram por pura maldade ficar me colocando pra baixo pelo fato de eu estar em casa (só em casa). Estou passando por uma depressão e não está fácil e muito disso é pq absorvi e até acreditei qe estas pessoas tinham razão. Mas estou me recuperando, me fortalecendo e resgatando meus valores. Eu acredito que no quesito SER MÃE, não existe CERTO e ERRADO, mas sim o que CADA UMA ACHA MELHOR, e o mais importante, SER FELIZ na escolha. Eu não tenho dúvidas que se fosse por necessidade eu estaria trabalhando, mas mesmo em apertos a gente vai levando. Então meu conselho como mãe há 4 anos, é que você se sinta FELIZ na condição que for, e não se sinta culpada. Sua filha vai te amar do mesmo jeito e você vai ser a melhor mãe do mundo pra ela. Um beijo e fique com Deus

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  2. Olá Rita, adoro seu blog, pena que posta pouco, mas eu entendo a correria é muito grande! Eu me identifico pq sou também dona de casa, esposa e mãe e é assim que me realizo! Além disso, somos uma família católica e acho muito legal a forma lúdica com que vc introduz o ensino religioso às suas filhas. Parabéns, Deus abençõe!
    Sobre este tema delicado, também já escrevi em meu blog, o meu desabafo!

    http://www.amaternidademefascina.com/moema/?s=maternidade+x+carreira

    Bjs.

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    1. Olá, Moema!
      É uma decisão bem difícil essa nossa, ainda mais em uma sociedade que só visa o status. Imagina se uma pedagoga como eu já sou mal vista por “desperdiçar” o talento, fico pensando em você uma advogada acho que o peso da cobrança é maior.
      Assim como você eu penso na criação dos valores para minhas filhas. Como eu vou ensiná-las a se importarem com o próximo, respeitá-los se eu a mãe, não dedico tempo à elas. De forma alguma julgo ou condeno quem vive diferente. O importante é estar com a consciência tranquila, porém não podemos nos abalar com os comentários maldosos alheios. Estou enfrentando uma depressão, e superando aos poucos, porque eu cheguei a acreditar que estas pessoas tinham razão, que eu estava “perdendo meu tempo em casa”, isso foi me frustrando que eu fui aos poucos me desleixando com a casa e com minhas filhas. Por isso meu blog esta um poco abandonado, mas estou me recuperando, em fortalecendo e tendo convicção de que minha vida pessoal e profissional eu posso retomar mais à frente, sem pressa. O importante é estar junto das minhas filhas enquanto elas precisam, e eu penso em fazer isso até a adolescência delas (fase mais perigosa de se estar ausente). Posso mudar de ideia, porque não. Mas hoje me sinto feliz assim! Um beijo grande e parabéns à você que diante de mil oportunidades, dá valor ao que tem de mais valor na vida de uma mulher: A FAMÍLIA!

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    2. Oi Rita! Adorei tua visita no meu blog e espero te ver sempre por aqui.
      Obrigada pelas palavras, me tocaram profundamente. Com certeza quero aproveitar muito esse momento com a minha filha, pois tenho consciência que passa voando. E vamo combinar que não tem nada mais gostoso que beijar e abraçar muito um recém nascido, né? ^^

      Eu sinceramente acho que vc é abençoada por ter a chance de fazer essa escolha (trabalhar fora ou ficar em casa cuidando da família), a maioria de nós não pode abdicar do trabalho pra complementar a renda familiar. Eu adoraria poder, pelo menos por uns 3 anos, ficar só cuidando da Catarina. Não confio em deixar com os outros e não queria perder nada do desenvolvimento dela. Pois é, eu não queimei sutiã nenhum mas tô aqui me ferrando mesmo assim! rs

      Tenho certeza de que deve ter muita gente se intrometendo na sua vida e querendo te fazer acreditar que ser dona de casa te faz ser, de alguma forma, inferior. Só te digo uma coisa, caga na cabeça dessa gente xiita, que acha que só existe um jeito (o deles) de ser feliz. Você fez uma escolha consciente e inteligente (afinal, o que adianta ganhar salário se boa parte acaba indo embora em creche pros outros fazerem o que vc faz muito melhor?). Então aproveita que tu tá mais do que certa.

      Beijos!

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  3. É muito encontrar pessoas com quem nos identificamos, principalmente na parte de dormir mais um pouco e levantar quando a fome de alguém apertar :-D ... Ser mãe não é fácil, tbm fiz essa escolha de ficar em casa cuidado dos filhos, mas agora penso em engressar no mercado de trabalho, mas não quero abrir mão da criação dos meus pequenos. Parabéns pelo blog e pela coragem de compartilhar histórias da sua vida e sentimentos. Grande beijo! Deus abençoe sua família!

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  4. Rita, estou impressionada com tanta dedicação sua aos cuidados com a casa e família! Que mulher de valor é você! Seu marido deve sentir muito orgulho em ter uma esposa que é tão criativa, amorosa, que planeja, realiza e registra momentos importantes para toda a família. Este blog seu é um documentário valiosíssimo que deve ser preservado para sempre. Inspiração para novas e futuras mamães. Percebi logo, pelo modo como você escreve, que é uma educadora. Depois li que você é professora. Isso faz toda diferença na criação dos filhos quando se acredita e ama o que faz. Gosto de dizer que toda mulher que deseja ser mãe, deveria antes, cursar Pedagogia. Com certeza, a educação dos filhos é diferenciada quando se tem um conhecimento científico voltado aos 4 Pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Mais uma vez, meus parabéns pela pessoa que és!

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  5. Comigo foi diferente até voltei a trabalhar quando acabou a licença. Mas na creche mesmo particular meu filho não era tão bem cuidado e vivia doente. Tinha dias que eu ia chorando trabalhar. E era um trabalho que eu amava,mas no fim meu salário era pra creche,pra muitos remédios e pra coisas desnecessárias que no meu nervosismo acabava comprando pra aliviar a tensão. Até que percebi que não dava mais. Era a saúde de meu filho,ele é minha prioridade. E acredite minha vida melhorou, ele se tornou uma criança muito mais saudável. Eu que acabei tendo muitas crises de ansiedade pois desde os meus 16 anos sempre trabalhei. Ainda estou tentando me acostumar. Mas ao ver meu filho saudável eu sei que vale a pena. Depois que viramos mãe vivemos de escolhas e em toda a escolha sempre tem algo que se perde e outro que se ganha. Então que a escolha seja a melhor pra todos. Mas é complicado ouvir das pessoas que você não faz nada. Isso te deixa pra baixo. Mas com o tempo vamos aprendendo a não escutar certas coisas. Pois somente nós sabemos o turbilhão que vive em nossas cabeças. Então bora ser feliz com a nossa escolha.

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